A SAGA DE FLEURINE E MORGANA
Fleurine Constance saíra de seu castelo. Aquele que seu cavaleiro lhe dera.
Tomara a decisão enfim! Livraria-se das amarras que a prendiam ali:
O 'dono' de seus sentidos, que Fleurine ainda amava, mas que não queria mais estar perto.
Natural, ela se sentia refém de uma paixão sem limites.
A sua família nobre, nunca aprovara tal relacionamento: Uma condessa e um simples cavaleiro! Mesmo assim, havia um castelo... Isso era fato, que tinham que aceitar, mesmo em desagrado geral...
O que a família não sabia e Fleurine nem desconfiava, é que o castelo estivera abandonado por anos a fio, quando o cavaleiro o encontrou. Fez com que servos o limpasse e deixasse novinho, as custas de algumas poucas sacas de comida.
Havia pertencido a um conde de uma outra região, 50 anos atrás. Mas ele havia sucumbido a uma emboscada:
Tinha muitos inimigos que decidiram se unir e dar ao conde uma boa surra, apanhou tanto, que morreu então...
Como ele não tinha herdeiros, o castelo ficou isolado em meio a floresta espessa... Foi quando o cavaleiro por ali passou rumo à Cruzada, e recuperou-o totalmente, para dar a Fleurine de presente.
Sendo submissa ao seu cavaleiro, perdera um pouco de sua identidade. Mesmo sabendo que gostava de todas aquelas experiências com ele, da paixão ardente, resolveu fugir.
Pegou seu garanhão branco, embrenhou-se pela floresta e seguia sem rumo. Não sabia para onde ir... Junto, levara Morgana que tornara-se sua dama de companhia. Ambas montadas no mesmo cavalo, seguiam em frente, seguindo o instinto.
Para a casa paterna não voltaria mais, pois a renegaram pelo romance com o cavaleiro. Ela era muito orgulhosa para bater a porta novamente...
Fleurine e Morgana, chegaram a um vilarejo dois dias depois da fuga. Lá não existia nenhum nobre. Fleurine apresentando-se como Condessa, foi rapidamente tratada como uma rainha no lugar.
Conheceu novas pessoas, o que ajudou a achar onde se estabelecer.
A condessa Fleurine levara consigo uma bolsa presa na cintura, com seus pertences valiosos: várias jóias e moedas de ouro.
Com isso, ela comprou um casarão, a altura de seu antigo castelo.
Mas depois de toda a mobília no lugar, e de Morgana em tudo lhe ajudar, ainda assim, ela achava que ali faltava alguma coisa.
Em noites de lua cheia, um desejo forte tomava conta de seu corpo. Como um sortilégio que alguém havia lhe jogado, ela se tornava uma mulher felina, e queria amar e amar até a madrugada terminar. Sentia nesses momentos, falta do cavaleiro que alimentava suas fantasias...
O toque na vulva quente, já úmida, era inevitável, então chamava sua fiel dama de companhia, Morgana. Gozavam juntas assim, entre lambidas, dedos ágeis pelo corpo, beijos e carícias...
Morgana, que tratava em parte de lhe fazer os desejos febris saciados, sentia o mesmo desejo, talvez pela sua cultura celta, a magia da lua cheia, também lhe cobria... Roçavam suas vulvas juntas, gemiam alucinadas na cama, exploravam-se o máximo, e sempre terminavam uma sugando a outra, num frenesi orgástico.
Morgana sugeriu que a condessa Fleurine, abrisse as portas de seu casarão, e tal como antes no castelo, selecionasse pessoas para ali entrar. Faria festas todas as primeiras noites da lua cheia, para os desejos, saciar...
Fleurine achou boa, a ideia de Morgana, afinal as duas amavam o sexo e todas as suas variações, sendo assim, estava decidido: A ORGIA DA LUA CHEIA, estaria ali estabelecida.
Fleurine abriu então as portas de sua grande casa, oferecendo música, dança, vinho e comida, para seus escolhidos.
Ela sorvia o vinho, sentada em sua cadeira de veludo vermelho, e fazia com que o mesmo passasse de boca em boca, deixando já os corpos afogueados, para o coito, preparados...
Deixaram-se guiar pelo desejo carnal, homens e mulheres em volúpia, se despiam sem nenhum pudor. Fleurine e Morgana juntas, iniciavam a orgia, no meio do salão: Pegavam alguém escolhido aleatoriamente e traziam pela mão...
Ali, Fleurine era dona e senhora, não mais a condessa 'servil' de um cavaleiro...
Naquele ambiente luxuriante, era venerada quase como uma deusa, pelos seus convidados.
Uma Vênus nua, em noite enluarada, que recebia homens e mulheres, para satisfação geral e a sua...
Ali no meio, começavam a orgia: em cavalgadas frenéticas, trocando de parceiros... Mulheres e homens alucinados, mistura de corpos unidos, e todas as variações de sexo exploradas.
Fleurine estava imensamente feliz, porque gozava como louca, junto aos seus convidados, embriagados pelo êxtase daqueles momentos.
Quando o dia amanheceu, estavam todos adormecidos pelo salão, já vencidos pelo cansaço e pelo vinho. Mas Fleurine e Morgana, no quarto principal, ainda estavam se fartando juntas, na mesma cama...
Descobriram que o apetite sexual de ambas, não cabia em apenas uma orgia...
Fátima Abreu
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EGO DE OUTRA ÉPOCA!
PENSAVA A POETISA...
VONTADES DESPERTAS,
DESEJOS FEBRIS,
LIBIDINOSOS PENSAMENTOS...
DEVASSA.
DENTRO DO SER, QUE HOJE HABITA,
FLEURINE ESTÁ CONTIDA.










